talent management 2.jpgNinguém quer agregar uma nova tarefa numa empresa. Menos ainda um novo processo. Infinitamente menos um processo que é novo ou desconhecido no Mercado.

 

Se vai demandar recursos, então porque o desenvolvimento do Talento Coletivo é tão importante? Porque ele é o combustível do sucesso para a nossa empresa. Como o presidente de uma grande organização meu confessou recentemente “em cinco anos a empresa que não tiver algo similar vai sair do mercado. Tudo mundo vai ter um processo formal disso”.

 

Para facilitar o entendimento do conceito de Talento Coletivo vamos começar por descrever seus componentes e como eles se integram num contexto de Digital Workplace.

 

Antes de continuar um Aviso aos Navegantes, esse tema é estratégico, se não contar com um forte entendimento de sua liderança não tente repetir esses conceitos dentro da sua empresa. E não se engane pois ninguém sai apoiando uma revolução cultural numa empresa se não entende perfeitamente bem o que se trata a proposta.

 

Falamos no blog anterior (  01 - Porque um Digital Workplace?  )    que os componentes do processo de Talento Coletivo são os atuais sistemas da empresa, o capital humano e as ideias e tendências dos clientes.

 

Os sistemas informáticos atuais da empresa são nossos fiéis guardiões dos processos da nossa organização. Eles merecem respeito. Como falam em USA, “they keep us honest” já que uma infinidade de regras de negócio está embutida neles se falamos de sistemas transacionais. Sem eles nenhuma organização funciona. Mas a empresa também nos fornece com ferramentas menos estruturadas que nos permitem do ponto de vista individual ou de pequenos grupos fazer a produção de conteúdo não estruturado. Por exemplo email, software de apresentações, até sistemas de planejamento ou scorecards gráficos em alguns casos, e muitos mais.

 

Estes dois tipos de sistemas que vamos chamar de estruturados e não estruturados tem uma interface entre eles. Essa interface é você meu caro leitor. Chocado? Pense, você coleta as informações altamente estruturadas dos sistemas transacionais (com sorte tem um BI que ajuda) , você compila elas numa apresentação e envia seu relatório por email para seus colegas. Voce que procura o feedback dos colegas e tenta amalgamar opiniões num novo documento isso quando um colega criativo não gera uma nova versão com o objetivo de ajudar/acelerar. Quando finalmente pronto você envia o documento a quem corresponde e colhe feedback formal. Terminado o processo você sabe que fez seu melhor. Mas invariavelmente muita coisa ficou no meio do caminho em e-mails e até notas ou rascunhos nos laptops das pessoas. Mas o pior de todo está por vir. Você notou que lamentavelmente em pouco tempo as várias versões dos ppt`s ou planilhas do seu trabalho vão ir envelhecendo em caixas postais até de gente que você não conhece. Um belo trabalho terminou anonimamente enterrado na vastidão do deserto digital. Claro que você lembra do seu trabalho e que talvez em seis meses você consiga encontrar a versão correta do ppt caso um colega te solicite. Bom, isso se ele saber ou alguém contar para ele que você já passou por essa experiência. Tomara que ele não decida reinventar a roda. E se for reinventar tomara que chegue a mesma conclusão que você e seu time chegaram seis meses atrás.

 

Pois é, as caixas postais são hoje em dia os maiores cemitérios do conhecimento corporativo. O lema vital da sustentabilidade, Reducir, Reusar, Reciclar não se aplica integralmente em nenhuma organização aos processos não estruturados de geração de ativos conhecimento sejam eles propostas, relatórios ou qualquer tipo de documento que sustente um processo de negócio não estruturado. Processos esses que são a maioria do dia a dia de empregados de uma hierarquia media para acima em qualquer organização. Se você está lendo esse artigo provavelmente a sua “não” rotina é exatamente essa a maior parte do tempo.

 

A primeira ineficiência mitigada por um DWP moderno é justamente a integração dos sistemas transacionais da empresa ao fluxo de pensamento e criação das pessoas. Nenhum DWP vai fazer o trabalho de um indivíduo mas vai sim levar o nível de eficiência do compartilhamento e colaboração das informações a níveis estratosféricos, garantindo um reuso das ideias no futuro, facilitando o treinamento “on the job” dos atuais e futuros colaboradores.

 

No link embaixo você vai ver um artigo do eminente economista brasileiro José Roberto Mendonça de Barros publicado no O Estado de São Paulo em Maio de 2015. Ele retrata os problemas gerados pela da falta de produtividade dentro das organizações e seus impactos na nossa economiado país: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,baixos-incentivos-a-carreira-reduzem-a-produtividade,1688906

 

 

Sim meu caro leitor, e se você me permite, colega de jornada. Estamos falando de algo importante. Algo que hoje as organizações não focam com a devida importância. Pense junto comigo, quem é hoje a pessoa responsável pela produtividade do seu time? Seu gerente? Qualquer que seja a sua resposta, me fala, essa pessoa tem um enfoque pessoal para obter a máxima produtividade do time ou segue um conceito próprio. Certamente o segundo. E a integração entre diferentes times da organização para projetos comuns? Quem garante a sua integração e eficiência no trabalho? O email? Por curiosidade, existe um Chief Productivity Officer na sua empresa? Certamente não.

 

No Brasil a produtividade dos empregados que trabalham em processos não estruturados está nas mãos de milhares de gerentes que fazem o melhor possível. Dentre centenas de organizações Brasileiras de primeira linha que visitei nos últimos três anos conheci um punhado delas que tem um programa estruturado e abrangente de Talento Coletivo, e ainda assim parcial em alguns casos.

 

No próximo blog falaremos do Capital Humano e da perspectiva do Cliente no contexto de um DWP.